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Sandra M. Julio
&
Marcos Milhazes***
Como se numa oração, a noite se faz
canção...
Estrelas iluminam ilusões em antigos salões,
Onde bailamos ao vento brincando o tempo
Vagando auroras entre sonhos de outrora
Das sombras da saudade
que deitou sobre
um triste passado de
ilusão
que vadio pereceu
As mãos repletas de brios... vazios.
E alma transborda bisonhos sonhos...
É quando trôpegos passos buscam em abraços,
Aconchego para solidão, d’um descrente
coração
Lembra-se daquele dia?
Chovia tanto, um terno
enchardo um vestido molhado
E os olhos engotados e
brilhosos
numa pista no futuro
vazia
Jazia ali, a tal
felicidade
Aceito teu pedido, perdido em letras
insanas...
Profanas num verso qualquer, escrito na
calma
Que a fantasia da alma acreditou, portanto
buscou...
Minha querida,
aceitaste-me
tão somente naquele
dia
Onde foi parar a
semente da euforia e esperança
após a dança
e que o tempo levou?
Entre o Dó e o Sol da sinfonia, seu braço...
E, no compasso desta dança, previu a
esperança,
Esquecida, ferida num porto de partida.
Posto tal, violino e
nau singrando mar a dentro
Desatentos ao rochedo
e sem notar a rota do
medo
indo ao fundo tal um
brinquedo
enterrando nas águas
do mar da vida nosso segredo...
Sandra e Marcos
18/11/05
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