E me
deixei roubar por faíscas de estrelas
que
adornam o luar.
Me fiz
tênue luz sorrindo em teu sorriso
E me
deixei levar pela chama do amor
ao teu
sonhar
Tola
fantasia caminhando sem siso.
E me
deixei ficar pelo mel das palavras
do teu
chamar.
Doce
punhal sangrando o presente
E me fiz
prisioneira dos ecos da canção
que te
ouvi cantar.
Sinfonia
d'um amor doente, demente...
E me fiz
inteira, palavras eternas,
sem
vacilar.
A mim
perdi, neste solitário caminhar
E me fiz
ausente na arritmia constante
do teu
cavalgar.
Trôpego de
tantas e tantas ausências alcançar.
Então ,
talvez me encontres num shopping, cinema,
quem sabe
num bar
Num
horizonte a beira mar...
ou voando
nos ventos, nas noites de chuva,
em
qualquer lugar.
Náufraga na
solidão do meu olhar.
Pode ser
que eu esteja perdida no sonho
de te
abraçar
Restituindo
pedaços,
ou
vagando, cansada, na madrugada
a esperar
Calada,
entre soluços
que um
anjo qualquer se apiede das lágrimas
que deixo
rolar.
Pela
sintonia deste tresloucado querer...
E me fiz
a sombra da mulher que um dia
eu te
quis ofertar.
Esquecendo-me a perecer
No
entanto,
engulo o
pranto...
Seco a alma
Árida e
calma
Minto a
mim mesma para não te enganar.
Depois
sigo, a me engrazar.