Theca Angel
Inútil
procura esta que faço...
A esmo,
vago entre os gestos, nas palavras,
nos
sentimentos submersos em profundo poço
aberto em
meu peito e do qual nada extraio!
Procura,
inútil procura...
Alternando
entre o riso e o pranto ,
meus dias,
horas, tantos momentos perdidos...
Quão tola
sinto, esta busca vaga, sem destino,
Grito...
imploro...chamo...
E na mudez
que tolhe meus sentidos
peço que
ouçam este clamor insano
Passam-se
os momentos...
e eles não
me trazem nada,
senão
imponente silêncio sufocando-me a alma!
Meu coração
por mais que eu faça, se ressente,
do mudo
desdém, meu único confidente,
Não há uma
só face a olhar-me amiga...
Não há um
só sorriso sincero como abrigo.
Sei que
está em mim desvendar o caminho
porém são
frágeis e delicados são meus passos
e cada vez
mais pérfido, o desatino!