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Sandra M. Julio
Quem
sabe
um dia, deixes de ser saudade
Sangrando
em meus poemas...
Cicatrizando letras
que refletem tua falta.
Quem
sabe
um dia, possamos escrever as
notas
deste fado
Na
mansuetude do tempo...
Unindo num horizonte, as paralelas
dos nossos destinos.
Quem
sabe
um dia, leias nas entrelinhas dos meus versos,
Meus sonhos que só a ti sonham...
E as
carências que minh’alma
chora.
Quem
sabe
um dia, entendas esse amor
Que
ilumina meus caminhos inspirando meus versos...
No
silencioso grito das minhas
palavras.
Quem
sabe
um dia, quem
sabe...
Sandra
24/04/2010
Direitos reservados e registrados.
Editado no Recanto das Letras
Código do texto:
T 2216825


Talvez num dia.
Talvez numa hora.
Talvez numa ocasião.
Talvez na vastidão do chão.
Talvez léguas traçadas pelo tempo.
Talvez nas distâncias infinitamente
definitivas de dois corpos.
Talvez nas esperanças que os olhos ousem
alcançar.
Sim, talvez eu a encontre.
Talvez no ouro do sol.
Talvez na prata da lua.
Talvez, se minha esperança não mine.
Talvez eu ache aquela mina.
Sim, é possível.
Porventura, poderei achá-la.
Quem sabe?
Quiça, um dia...
Marcos Milhazes***
1998
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