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Sandra M. Julio

 

Das minhas mãos, receba a chama deste amor...

Quando na mansuetude das horas

Abriste as janelas do tempo,

No parapeito, as jardineiras floriram esquecidos sonhos...

Minh'alma brincou uma felicidade adolescente,

E num carrossel de ilusões

Embriaguei-me do teu sorriso...

Trôpega segui os passos da alegria. 

Anjo e demônio renasceram neste éden...

Porém, a serpente esqueceu-se da maçã,

Assim...

Entre orvalhadas montanhas recebi teu beijo

e o adeus...

Na mais profana santidade.

 

Sandra

30/03/06

 

 

Fases

 Marcos Milhazes

 

Amarração em nó de esteira

Fadigas de egos medonhos,

leigos e sem pressa

Sempre lentos nos desejos de festa

 

Construção de arrimo em pedras de mão

Acho que não!

Estrutura madura e curada

Feita com carinho nunca desaba.

 

Veja querida!

A experiente estrada vagante, sempre como antes.

O mar de vagas impetuosas que nunca molha

As almas encharcadas em águas passadas, que nunca secam.

São navegantes trôpegos em corrente só de ida

Jamais saberão o que é ter amor a vida

 

O seguro nó de marujo engajado,

 quando molhado nunca desata.

Daí minha cara metade, o tempo não tem idade

Determina sempre o ato de unir ou desatar

Então, que sejas no seu intento feliz & sagaz.

Ainda ha tempo!

 

 Porque não trata nossa união com jeito de paz...

 

Marcos Milhazes***

 

 

 

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Publicado: 24.11.2004  Última atualização:  22.10.2009  

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