Morrem os poetas, quando as estrelas
esquecem de luzir seus versos...
Porém, se lágrimas refletem gotejantes
rimas no orvalho das madrugadas,
Renasce inspiração, paixão e a emoção.
Tolo é o coração poeta, seu alimento
são impossíveis sonhos,
Que passeiam pelas sarjetas da noite
em ferozes trovoadas,
Despertando raios de ilusão.
Chora o coração palavras, letras e
desvarios...
Saciando saudade e mágoas caladas,
mutiladas
Ébria de mistério e dissensão.
Assim falecem rimas na solitária
madrugada dos meus olhos,
Quando a distância perpetua inócuas
jornadas,
Fazendo
d’alma
solidão.