<%@ Language=Herdar da Web %> Estrelas luzindo saudade...

 

 

 

Tempu besta

 

 

Ferdinando

 

Porque morrem os poetas a cada hora,

Quando o sol acaricia mais nossos desejos

De ternura e irmandade...

Porque morrem os poetas,

Quando as ruas ainda cheiram a sangue de punhais!

Onde o limar da vida é ressequido,

E o negrume é ditado a par da fome

Nos dias azedos onde o sol nasce mais tarde!...

 

Porque morrem os poetas

Quando ainda não levou a liberdade

À haste mas alta da vida!

Porque morrem...

Sem levar uma flor á seara da morte, sem um nome

Sem uma lápide, uma mensagem de amor,

Para lembrar pérolas de  sangue,

Do esquecimento inóxio... 

 A morte que antecedeu aos sonhos!...

 

Porque morrem os poetas

Se ainda não levou o amor ao mundo inteiro,

Não coloriu a tristeza dos pobrezinhos,

    Não deu a luz do sol á escuridão como quem canta amor!...

Morrem os poetas,

Porque a carne limita-nos a todos por igual...

De nada vale a alma ser bandeira,

No mais alto mastro da vida

Onde mora a poesia...

 

Alemanha

  
 

 

Sandra M. Julio

 

Morrem os poetas, quando as estrelas esquecem de luzir seus versos...

Porém, se lágrimas refletem gotejantes rimas no orvalho das madrugadas,

Renasce inspiração, paixão e a emoção.

 

Tolo é o coração poeta, seu alimento são impossíveis sonhos,

Que passeiam pelas sarjetas da noite em ferozes trovoadas,

Despertando raios de ilusão.

 

Chora o coração palavras, letras e desvarios...

Saciando saudade e mágoas caladas, mutiladas

Ébria de mistério e dissensão.

 

Assim falecem rimas na solitária madrugada dos meus olhos,

Quando a distância perpetua inócuas jornadas,

Fazendo d’alma solidão.

 

Sandra

28/04/06

 

 

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Publicado: 24.11.2004  Última atualização:  22.10.2009  

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