Sandra M. Julio
Não mais embalarei tuas noites,
Nem tocarei com acordes, doces fantasias...
Quando, atrevida, a noite entreabrir as janelas dos sonhos,
Encontrarás apenas silêncio, refulgindo solidão.
Calarei essa implícita paixão tecendo versos,
Bordando rabiscos, onde alinhavo saudade,
Outonos e primaveras, num triste sorriso
Dicotomia deste amor.
Ocultarei os vazios que incitam certezas,
Banais gerúndios, perdidos em horizontes...
Ocasos onde perduram ecos do teu nome
Atormentando meu tácito destino.
Apascentarei meus lábios com cálidas lágrimas,
Esquecidas no palco da vida, onde sem platéia
Atéia de carinhos, solta num trapézio de emoções
De mãos dadas com tua ausência, sou ponto final.
Sandra
16/03/08

Foi como uma fogueira
que não queimava
Apenas ardia.
Teria sido como uma luz que pensava iluminar,
mas não enxergava no escuro
e que apenas
clareava.
Teria sido como o
travão zangado,
que esbravejava
aos ventos,
mas não trazia a chuva.
Poderia ter sido a luta da geleira contra o Sol
Mas não vislumbrava que já era água.
Poderia ter sido
como um ditador
Que imagina ser o
dono de pessoas
Um ser amado!
Mas não via
o fato, que era um amaldiçoado
Bem, foi como nosso amor.
Espetacular em
tantos eventos
Lindo em vários
momentos
Cheio de promessas e juras,
Sem sentir, cometeu tantas injurias
Arrogante, não percebeu o que era
tão notório de
ser sentido.
O simples fato de nunca ter existido...
Marcos Milhazes***