João Ferreira Filho//
Sandra M.Julio
Ser poeta, é escrever com próprio peito a
leite,
Deleite as caravelas, singrar o próprio
amar,
Sofrer chorar, aumentar o mar,
Ser poeta é poder ouvir e transcrever
su'alma,
Navegar entre estrelas e inspirar a calma,
Coabitante da paz...
Ir as nuvens,
chover, pingar,
espargir! No ato de amar.
Estender em rimas
os matizes de um por do sol,
Encontrando-o nesse arrebol.
Sentir quente latente,
lá dentro,
o coração somente.
Semente
dum desvelo...
refestelo de amor.
Morrer, devagarzinho,
sentir o doce, mais docinho,
delícias de carinho.
Reviver, degustar, lentamente,
mansamente...
a magia de cada sonho.
Que se vê, que se antevê!
Amando você.
Oh musa...
Hipotenusa
de um triângulo...
Oh musa.