Em minhas mãos, apenas a solidão abraça
o vazio da emoção...
Tuas mãos são duas orquídeas
Insana boca, embriagada pela heresia,
tola, a realidade
Boceja nefastos versos de uma teatral
fantasia, demente
Ao vozerio da ilusão, desnudo enigma
desabrochando
Inferno, no pulsar de horas úmidas pelo
enxofre do ódio.
Boca que declama versos na lucidez
comemora a intuição
em versos fantasiados glorificando a
realidade
da ilusão onde desabrochou a ilusão
que te fez pensar que o amor
atolou no destino, deixando teus
sentimentos frágeis...
Seixos e abismos se fazem trilhas entre
rastros de renúncia.
Emudecida, alma cala silêncios, em
poentes de lágrimas.
Apenas um gesto, nômade, repousa nos
escombros d’alma,
Naufrago, entre nevoeiros de razão.
Procure na trilha do teu coração
pegadas, recordações onde tua alma
conheceu a voz da esperança,
guardando teus desejos e navegar
pelo mar dos sonhos para
ancorar no desejos porto da tua razão
Sandra
24/02/10
poeta da paz
25/02/10