Numa esquina qualquer do tempo, na
contramão da realidade,
Coração abre porteiras, e o amor,
sem permissão adentra
Ocupando espaços, acordando sonhos,
pedacinhos de felicidade
Vagam sem direção até onde o luar,
teu doce olhar, encontra.
Teu sorriso, no sertão dos meus
versos, se fez inspiração,
E eu, perdida entre loucura e razão,
tão perto de chegar...
Faço das lembranças caminho, saída
apenas para solidão
Companheira de jornada, triste
sonhadora comigo a caminhar.
Na vitrine da vida desejos, sem dó,
jogados ao léu
Apagando das estrelas a luz, do
poeta o céu...
Descem os véus, e meus ais abrem
tolos portais.
Sem rimas seguem refletindo luares,
lágrima perdida
Em oceanos de espera, da fantasia,
desiludida.
Partida estrofe de versos vazios e
arredios, meus ais.
Sandra
01/12/2010