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Sandra M. Julio
Nesta espera, só ouço teus passos
Ecoando pelo silêncio de minh’alma.
Deito-me sobre a solidão,
Encontro tantos vazios...
A melodia que embalou antigos sonhos,
Hoje, emudece a agonia da espera.
Mais uma lágrima tremula saudade...
Pelo descompasso desta paixão infinda,
A cada noite amanhecem dúvidas, renovam-se
esperanças...
Calando minha história, na mansuetude da tua
voz.
Na alforria dos meus devaneios,
Surpreendo em teu olhar confidências e sedução,
É quando me entrego aos teus desejos
Na sobriedade desta ilusão,
Degustando lentamente o vinho da saudade.
Depois, mergulho em reticências murmurejantes.
Sei que jamais virás...
Mas, para sempre viverás em meus sonhos...
E nunca...
Nunca saberás quanto de ti existe em mim.
Sandra
28/09/05

Espera
MARIA LUCIA VICTOR
Caminha o tempo
por entre estrelas
enquanto te espero
desde infinitas eras.
Ouve meu chamado.
Espero-te de longe,
me esgueirando
por entre brisas frias
e fazendo da esperança
do encontro minha alegria.
Orvalhos chorados
sobre as folhas na madrugada
são lágrimas coadas
nessa noite
onde vertem incertezas.
Será que vens?
Vem, fica comigo,
pois se alastra no meu corpo
o desperdício dessa espera
que me faz vagar
pelas veredas da solidão.
Não deixe que amanheça em vão.
Atravessa a ponte da saudade,
elimina da vida essa maldade
de tão longe de ti estar.
A vida é instante fugidio,
o que esperas?
Faz de meu outono tua primavera.
Estou aqui a tua espera
16/09/2005
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