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Sandra M. Julio
Adormecidos em veleiros de saudade, sob
lençóis de estrelas,
Navegam meus silêncios, esquecidos dos sons
e sentidos
Das palavras que, inquietas, agonizam
pensamentos
Escrevendo-te confissões,nunca a mim
professadas.
Escuto-te, solito, entre as lágrimas do
horizonte...
Conjugando em proas de esperança, meu
sorriso.
Sabes do meu exílio, conheces esta dor
insonte
E a exatidão das dúvidas, deste coração
inciso.
No hiato das horas, um temporal de
lembranças
Relutando sonhos, fantasias, que sem mapas
singram
Mares de ilusão, reinventado rotas, para
tolas esperanças.
Em meus lábios, apenas tua falta, aliança...
Em meus versos, rimas e palavras se calam,
Fazendo da tua ausência, afônicas claves de
pujança.
Sandra
24/12/07


Maria Lucia Victor
Navego no veleiro da saudade,
Num mar de eternidade.
Azul profundo ao cair da tarde
Solidão ao pôr-do-sol.
Na proa o rastro do tempo é espuma.
Ficam para trás as lembranças,
enquanto me envolve fria bruma.
Só as ondar brincam de ninar.
Nenhum farol a brilhar.
Navego tão só no veleiro,
o vento é meu companheiro
e essa sua saudade
que teima em me acompanhar.
Londrina, 21/12/2008
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