Emprestaria do
rouxinol o canto, para entre anjos
me fazer hinos.
Afagaria as
distraídas sílabas do meu silêncio
E as ofertaria aos
teus versos, para que não mais
fossem tristes.
Retiraria os pontos
finais da tua história e colocaria
vírgulas de afeto.
Construiria caminhos
entre versos e horizontes,
E neles colocaria os
matizes do amor.
No leito de espera,
apaziguaria tuas inquietudes
Entre metáforas e
reticências da loucura.
Assim navegaríamos
pelo tempo em busca da inspiração...
E, os segredos de
todos os silêncios se revelariam
Na harmonia de um
beijo,
E a saudade se faria
lembrança
Nas cores de cada
sonho, que aprisionam
Realidade.