Quando em
prelúdios, adias as horas altas,
mostra-me, o quanto sentias, em horas dias,
Se estendam, na força da saudade, e avias,
Qual Penélope tecia a dor, à horas incautas.
Ao quanto se amam, noite e dias, solstícios,
você a luz, que demora, e por tanto, assim,
és a flor que encontro, e nos pés do jasmim,
arresta-me, brisa em leveza, beleza, e cicios.
Quando teus olhos pousam em mim, e doces,
desposam, enfim emoções, fagulhas alhures,
despertam
à
luz, que conduz, em mais
cores.
São elos, anelos, laços, e por cintos de amor,
atados, neles ao seu lado, pois essa Bartira,
da floresta virgem é a vertigem que sentira.
Poesia
de
João
Ferreira Filho
Em 14 de março de
2006.