Pergunte ao vento que já
tocou meu rosto,
Desalinhou meus cabelos
e beijou meu ser.
Ao verde do campo onde
nasci e que me viu
crescer.
A água pura do regato...
minha boca tem o seu
gosto.
Pergunte a areia da
praia por onde tanto
caminhei
E a espuma do mar onde
meus pés eu banhei.
Ao tecido que me
agasalhou nos tempos de
frio
E ao pescado saboroso
que meu corpo nutriu.
Pergunte as estrelas que
lá de cima me guiam
Por estradas, caminhos e
trilhas... por todas eu
andei.
Foram tantos nessa vida,
que não sei à quantas
caminhei.
Pergunte aos passantes,
homens e mulheres como
eu.
Ao pobre da choupana e
ao abastado em pleno
apogeu.
Como posso dizer-lhe
quem sou eu, se nem
mesmo eu sei.
Dorival C.
FERNANDES........ No Leblon, Pontal
do Paraná aos 00:19 de
um novo dia,
09/08/2002... " Será que eu dia
saberei... ""