Amanhã vou
lembrar de você, como a minha última rosa de verão,
como a flor que
nunca devia ter desabrochado,
como uma noite
sem estrelas...ou um dia sem sol.
Amanhã, vou ser a
sombra dos meus sonhos,
o impossível das
minhas esperanças,
a lágrima que
escorre sem querer,
ou o sorriso que
disfarça todas as angústias...
Amanhã vou
estender os braços para o vazio,
e vou pousar a
minha solidão nos escombros do passado...
Vou caminhar
sozinho pela estrada, e esperar o fim que está bem perto,
ou longe, nem
sei...
Vou trilhar essa
estrada que percorremos juntos
e onde colhi só
flores e quimeras,
pra te adornar,
eterna fada de mentira.
Amanhã, vou te
lembrar com a minha última saudade ,
e depositar no
além a chave pra fechar todas as portas...
Depois, será o
Adeus que me venceu...
Depois...será o
fim...
Depois será o
silêncio...
Depois será o
nada...
Depois será o
repouso do guerreiro,
A lápide fria
como berço...
Depois será a
inutilidade,
e te acenar o
mesmo adeus
que tuas mãos
deixaram em meu caminho.