Caminho
entre os jardins,
Deparo-me
com as flores que me lembram você,
As
margaridas com seu toque simples como
você,
As rosas
com seu perfume, a tulipa com sua
elegância,
A
orquídea com sua beleza rara...
Faço
disto meu acalento.
Entre as
flores deito-me e em sonhos
recordo-me de nossos instantes mágicos.
Entre as
flores, na areia da praia,
em todos
os cantos que exale o aroma do amor.
Teu corpo
aveludado como os copos de leite,
Teus
lábios macios como palmas,
Teus
olhos cheios de brilho e encanto como os
gira-sóis,
Ah quanta
lembrança, quanto amor...
Quanto de
nós entre as flores.
Que agora
me trazem a recordação de nossos momentos,
Que se
fazem perpétuos em minha alma,
Teu
beijo, teu carinho sem pudor,
onde só
nós dois, distantes do mundo,
amávamos
loucamente.
Entregando-nos, um ao outro, neste
turbilhão de emoções.
Agora, a
tua procura ficam as flores e minha
recordação de ti,
de teu
rosto doce, das palavras e juras de amor
que me dissestes,
(e hoje
lança-me por vezes o desprezo).
Ai vem a
lembrança que as rosas tem espinhos e
estes machucam,
Mas,
mesmo assim, continuo a te amar
loucamente,
Pois, em
teus aranhões feitos pelos espinhos,
entrego o meu beijo.
E de ti,
esperançoso, fico aguardando o mesmo.
Poderá
talvez demorar muito, mas eu te espero meu
amor!
Espero
que voltes a ser para mim meu jardim do
amor,
minha
flor rara, meu perfume mágico,
enquanto
isto, entre as flores sinto-te...
Paulo
Nunes Junior
25/07/2006
SP-
Brasil