Eu sei
que o teu amor é falso,
E entre
os meus percalços,
Tu és o
meu maior desatino.
Sou
mais uma vítima do destino.
Eu sei
que teu amor é mentiroso.
E
finges um prazer gostoso, mas sem gozo.
Teus
uivos, contorções e respiração
ofegantes,
É parte
de cena ensaiada... as vezes repugnante.
Boneca
de luxo, tu és profissional do amor,
Mulher
aberta a quem mais der e primeiro for,
E
que ofereces teus carinhos pelo vil
metal.
Eu sei
de tudo isso... eu sei e como me faz
mal.
Embora
de tudo isso eu saiba, eu te preciso.
E tal
como Narciso, sou teu dependente.
Carente
do carinho vil, de mercado e comprado
Em anúncio de jornal que atende a um
sinal.
Então,
sou saciado pelos encantos desta sereia
Que me
encanta. Tenho um amor de santa
Num
prazer infernal nesta deusa do mal.
Ah, fêmea de luxo... Tu fazes um amor
sem igual.
Depois vais embora e sei que alguém está
a tua espera
E
atraído por aquele maldito anúncio de
jornal,
Desejoso do mesmo prazer. É mais um
rival.
Sabes o
que me desespera ?
Que
como eu, um outro vai possuir teu
corpo.
Um corpo que
inocentemente, julguei ser só meu.
Unicamente meu...
Dorival
C. FERNANDES.
No
Leblon, Pontal do Paraná, aos 22/06/2004
-
..." Ausência de
amor, entretanto buscando o prazer de
ter você"...
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto: T
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