Mas só tu tens o poder de me prender.
Eu tento resistir, mas sem ter onde ir,
Volto quase morto... eu quero teu corpo.
Deitado ao teu lado de suor molhado
Estou faminto e tu também, eu pressinto.
Tua veste transparente me deixa demente,
E fico desvairado vendo este corpo rosado.
Então me entrego às tuas carícias... que
delícia.
Deliro quando falas toda nua... me toma,
sou tua !
A me fitar, este teu olhar de desejo como
evitar ?
Brota na carne uma paixão... és um adorável
tesão.
Então percorro teu corpo... me sinto solto,
Pra acariciar teus seios e sem nenhum
receio,
Ficar a beijá-los... em minha boca quero
tomá-los.
Vejo tua expressão de prazer, tua face se
contorcer.
Sinto tua pele eriçar quando por ela
deslizar,
Minha mão mais atrevida. Você geme e revida,
Delira ao toque mais ousado neste corpo
suado,
Suplicando pelo gozo final. É uma ânsia
carnal.
Invado as tuas entranhas e tu me arranhas...
Escuto teus grunhidos. É música aos meus
ouvidos.
E neste ato de corpos colados, unidos,
fundidos,
Juntos encontramos o gozo total, nosso
objetivo final.
Fica agora o cansaço do delírio,
De uma fêmea e de um macho,
Buscando prazer mais louco
Satisfazendo apenas um pouco.
Porque, depois do descanso, período de
marasmo,
Surge novamente o desejo profano, quase
insano.
Nossos corpos se buscam, inflama a deliciosa
chama
Do prazer ressuscitado querendo mais um
orgasmo