Sabe...
Eu nunca te vi e não
conheço os caminhos do teu corpo,
Entretanto, posso
senti-la mesmo na distância e sentir amor.
Ainda não me vi na luz
dos teus olhos cuja cor não sei qual é,
Mas conheço tuas
feições, teu rosto, teu jeito de mulher.
Sabe...
Não provei o sabor de
tua boca e nem senti o calor de teus lábios.
Imagino no meu íntimo
a suavidade do teu beijo, o unir de nossa
carne.
Já a sinto quando
fecho meus olhos e nas veias, meu sangue
arde.
A respiração é forte e
a emoção é infinita qual a ciência de um
sábio.
Sabe...
Não experimentei o teu
toque, o roçar de teus dedos em minha
pele...
Nem sequer ainda te
acariciei, não afaguei teus montes, não
invadi teus vales,
Sentindo o teu
respirar, desejando que a tua presença, a
minha noite vele,
E que ela seja eterna
pra nunca terminar... quero respirar teus
ares.
Sabe...
Como eu gostaria de
sentir o teu perfume, esse místico cheiro de
fêmea no cio.
Embriagar-me em teu
hálito de desejo e com mil beijos, buscar o
prazer total.
Queria sucumbir nesta
sedução que me envolve e dormir neste colo
macio.
Pediria aos deuses do
prazer, uma noite infinita amando o meu amor
virtual.
Dorival C. FERNANDES.
Em Pontal do Paraná, no
Leblon aos
19/04/2000 –
...” tarde de muito Sol,
restinho de um verão que se vai embora “...
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T1954037