Horas... escravas do
tempo, andarilhas,
não esperam, seguem
sem objetivo as trilhas
sem interferir nos
destinos das pessoas ...
Vem... para que possa
inteiramente te despir,
e te dar meu amor, com
sinceridade, sem fingir,
pois a natureza nos
oxigena e nos abençoa!
Minhas mãos, ávidas,
rasgam teus pudores,
sentindo no teu corpo o
cheiro de mil flores
satisfazendo, pleno,
nossos ardentes desejos...
Como imaginar um amor sem
pecado,
quando me deito, ansioso,
a teu lado,
sentindo teu cheiro de
fêmea e teus beijos?
Amor sem pecado é
inodoro, insípido, sem gosto!
Como não quero, portanto,
te causar desgosto,
descarto a possibilidade
de um amor platônico!
Deixa, pois, que te dispa
e are teus terrenos,
e te faça feliz em gozos
divinais, extraterrenos,
gastando contigo a
energia de meu biotônico!
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Evf/24.10.08