Lembranças acordam estrelas em noites insones,
quando a saudade grita tua falta em versos que
jamais lerás...
Porque
ainda insistes em deixar o teu perfume em
poemas que vagam pelo meu coração?
Sabes
que, propositalmente deles me embriago, quando
surpreendo meus lábios chamando por teu nome e
minh’alma
implorando pela tua atenção.
Espreita-me os olhos do tempo, quando permito
a saudade transbordar taças de solidão.
O
universo se faz colo, e acolhe-me em abraços, ouvindo
o silêncio deste meu contrito coração,
acarinha mágoas e tantas desilusões...
É
quando erguem-se
muros de esperanças, no espraiar dos desejos e
as ilusões brincam por despudoradas luas, ora
cheias de carinhos, ora minguantes em
expectativas...
Numa
meiga oração imploro por tua ternura e
compreensão.
Volta
para embalar meus sonhos num arco-íris de
verão, em perfumes de primavera... Pedirei as
estrelas e ao vento um dueto e dançaremos
sobre a ultima nesga do sol, então num bocejar
de felicidade entregarei meu versos ao luar e
seguiremos rumo ao amanhecer.
Porque
não ouves minhas suplicas?
Acolhe-me
em tuas asas... Realiza meus sonhos...
Espreguiça um beijo em meu coração.
Não me
respondes...
Então,
respiro teu silêncio na ânsia das palavras que
brincam por meus poemas, refletindo a
enigmática imagem da saudade.
Aporto
desconcertados desejos num
silente porvir,
onde arde tua indiferença em penumbras de
solidão.
Ainda
ouço o acorde da tua lira em pueris alentos a
embalar cintilantes esperanças que desfilam
sonolentas, em partituras de saudade.
Adormeço rasurando esperança, amarrotando
rimas, na fragilidade das horas que tropeçam
em tua deserção.