Pelo que sei... Você gosta de mim.
Então, porque permitir ao silêncio deitar-se em
lençóis de esperança, prolongando a ausência que
reflete em cada estrela, os ecos deste amor.
Sabes que tenho as letras, como companheiras,
elas ao meu lado choram tua falta, assim
beijo-te como beijo o sol e as estrelas,
afagando teus supostos desejos, como quem
mergulha em mares desconhecidos e bravios.
Descobri que não há tempo que me tire este
sonho, porquanto ele não me pertence, apenas
bebo dele a saudade e a vida que esqueceste em
meu coração.
Sei que conheces esta paixão, pois é ela quem
ilumina os labirintos, quando trôpega tento a ti
encontrar.
Não venho pedir nada...
Deixo tuas promessas soltas pelo tempo, a tempo
retornarão, para que sejam cumpridas todas as
nossas juras, assim quando a noite chegar,
cobrirás a mim, de ternuras e afagos, teus
beijos encontrarão o caminho dos meus lábios,
como em noites em que tua presença era apenas
desejada.
Sabes, que as palavras não se calam, quando tua
ausência percorre pelos corredores da minh’alma,
gritando pela cumplicidade que só conhece as
grades da solidão...
Um dia embalei tuas tristezas, hoje embalo
minhas incertezas.
Perdoa-me pela ausência de segredos, por não ter
me tornado indispensável, por ensiná-lo a
caminhar e não mais precisar de mim...
Perdoa-me por tê-lo tornado mais homem, mais
humano, mais amor...
Perdoa também, a certeza de que em tua história,
levas sempre a minha história.
Perdoa-me por amá-lo ainda...