A melodia das horas, se faz berço
para os meus sonhos
É quando garimpo Tua imagem pelo
infinito...
Adormecendo a saudade, sob os
sagrados lençóis da imaginação.
Perco-me em curvas e esquinas de um
longínquo tempo, talvez numa Atlântida
submersa...
Espreito na distância a sinfonia das
matas, o canto dos rios, o gorjeio
dos pássaros...
Multiplico chegadas em
sorrisos reluzentes e sedutores no
alvorecer.
Cores brincam celebrando um novo
dia, novos sonhos...
Na doce melodia da gênese do tempo,
ouço o silêncio murmurando orações
no aconchego da noite...
Num gesto sutil, debruçam-se oceanos
para ouvi-las.
Os olhos da história descortinam
lembranças
Descerrando as pálpebras de novas e
antigas eras.
Entrego-me ao estelar do Teu abraço,
num diálogo despido de dúvidas e
repleto de
certezas,
No interstício do Teu amor.
Guardo-Te no oásis da
minh’alma,
e desperto em luz.
Sandra
21/05/05