Dezembro
chega trazendo a lembrança do menino
que, há mais de dois mil anos nasceu
numa gruta e, uma humilde manjedoura
fez-se berço do Rei dos reis.
Nasce Deus Sol, Cristo Cósmico, Luz
refletindo numa estrela o brilho do Seu
imensurável Amor... Magos pastores por
ela foram guiados.
A Terra oferece seu ventre, os pastores
ouro, incenso e mirra, os animais seu
lar, os anjos louvor...
O invisível se fez visível, palpável
verdade, princípio meio e fim.
Poucos entendem a metafísica do Seu
nascimento, das Suas palavras, do Seu
exemplo de Amor, Fé, Esperança.
É Natal... Deixemos fluir nossa essência
finita na Infinita, sem dogmas
caminhemos
plenificados
pela luz daquela milenar estrela,
cientes que a essência do homem é
idêntica a do cosmos, e que nossas
preces ecoam no silêncio sideral
chegando à manjedoura do tempo.
“Ninguém pode fazer bem aos outros, se
não for bom em si mesmo.”