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Sandra M. Julio
Caminhei pela linha do tempo rumo ao
infinito...
Segui desbravando o passado num porvir de
estrelas que cintilavam em meu peito
salpicadas gotas de luz...
Sento-me para contemplá-las...
Brilha em ouro a certeza e a fé que tenho em
Ti, meu Senhor.
Ouço na voz do silêncio a melodia de mantras
que anjos e arcanjos entoam num eterno
sussurrar.
Pelas praias secretas da minh’alma, ondas
espraiam amor e beijam as areias no meu
coração, fazendo da sensibilidade oração e
dando a certeza do uno e do verso, universo
em mim.
Continuo esta
inefável
caminhada,
encontro
a estrela-guia e
ela
me
leva
a
conhecer o
menino
e a
cruz...
Lágrimas
se fazem
estrelas
e o
perdão
adentra
a
alma
num cósmico
abraço.
Deuses e deusas acenam-me de uma distante
era, o sorriso de Apolo encanta sereias que
brincam num oceano do tempo, meus olhos
procuram por Brígida num ponto qualquer do
espaço, e a encontro entre versos...
As bênçãos do universo pousaram em meu peito
e as vibrações de carinho ancoraram em meus
poros, entendi que O Grande Espírito viaja
dentro dos corações, é a centelha do Todo, é
o Amor que a tudo permeia, reverberando no
infinito e na vastidão consciencial de cada
espírito, como o Grande Arquiteto do
Universo nos ensinou.
Assim... segui na magia de uma linha, na
magia de uma vida, sentindo o fogo estelar
iluminando os templos do meu caminho.
Agora, nos braços do Sem Nome, vou
conhecendo os primórdios e vendo a vida ser
gerada.
Entre avatares e xamãs ouvi ensinamentos,
que guardei no recôndito d’alma ,na essência
simples do Todo que em tudo está.
A linha segue... Mas tenho que voltar, pois
ouço o choro do meu parto.
Choro
não
pelas
dores
transitórias,
mas
pela
emoção
de
luz
brilhando
em
meu
ser renovado,
pelas
respostas
em
mim
encontradas,
pelo
imperecível
mestre
que
renasce desnudando
sentimentos.
Sandra
15/08/05
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