Sandra M. Julio
Sentei-me numa lua para colher estrelas, reluzentes pedacinhos de fantasias e
sonhos...
Esquecido em mim, o tempo brincou presenteando lembranças.
Doce menina correndo para os braços do avô, ninho de amparo e força onde nenhum
mal ousava adentrar.
Animais espalhados em diversos temas, cúmplices de mirabolantes brincadeiras.
Não
fosse a pressa de crescer, quem sabe a felicidade ainda beijasse os lábios da
inocência...
A
chuva era uma paixão incontida, bênçãos com as quais eu me banhava na prece de
cada manhã.
Uma
fé inabalável, até que os porquês superassem as histórias ouvidas no colo de
quem mais me amou.
O
perfume de cravo e canela vinha d'uma ambrosia feita de amor e carinho
pela querida avó.
Cada estrela um pedacinho de mim, vagando itinerante, pelo azul de cada noite.
A
fascinação d'um instante dançando pelas reluzentes frestas da imaginação...
Saudade aperta num soluço, explodem incontidas lágrimas banhando a alma numa
crescente lua de saudade.
O
dia amanhece e as estrelas se vão... Reviver foi uma doce ilusão.
Sandra
26/01/09