

|
Sandra M. Julio
Na negritude de nós mesmos, perdida pelos
caminhos da vida e escravocrata da violenta
correria de cada dia, seguimos na eterna
busca do aprimoramento, do autoconhecimento.
A antítese de sentimentos, tenta auscultar o
divino, na onipresença infinita de todos
finitos. Assim, na transparência do
silêncio, a paz se faz acorde na sinfonia da
vida, posto que a paz seja o cântico do
silêncio. Onde há beleza e harmonia, o
esplendor da concórdia se faz alegria e
prece. É quando aprendo o Criador em mim,
para amá-lo sem Si.
Lucificada neste prisma, a alma em sintonia
consigo e com o universo, encontra-se. E
encontrando-se, conhece e compreende a si
mesma como uno e verso, filha do Criador,
manjedoura de Amor.
Na ausência de conflitos, faço-me templo
para aprender a paz, pois de nada adianta
transmiti-la sem antes entendê-la,
vivenciá-la. Seriam ensinamentos vãos, como
a dos falsos profetas.
Ela existe em cada um de nós e, necessário
se faz um tempo, para escutá-la entre as
ritmadas batidas do coração.
Nesta metafísica experiência encontramos a
paz primordial, éden de muitas crenças e
dogmas também chamada Amor.
Paz, ômega e alfa, universo na periferia
telúrica desta cósmica existência.
Sandra
21/09/08
| | |


|
|
|