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Sandra M. Julio
A noite corria serena e bela... Estrelas
cintilavam contemplando uma pitoresca
gruta ao lado de Beth-lehem (casa do pão).
De quando em quando, uma cadente vinha
iluminar o abrigo.
Nela descansou Maria.
E do ventre da Terra Mãe, o coração do
planeta em silêncio canta o mais belo
poema de amor... Assim nasce o Nazareno.
Nunca fundou nem defendeu religião, era
Ele eminentemente religioso, freqüentou a
Universidade Cósmica e a sabedoria brotava
das profundezas da Sua alma refletindo no
finito telúrico.
Conviveu com a miséria e a ignorância,
praticou o amor, ensinou a fé, se fez
verdade num mundo onde a maldade e a
profana arrogância humana dita leis.
Foi humilde como humilde é o saber...
Entre discípulos amigos brindou sua última
ceia, mesmo sabendo a traição que o
levaria a morte numa cruz.
Morreu humilhado, massacrado em nome d'um
Amor Maior.
Venceu a morte e renasceu como filho do
altíssimo.
No quadragésimo dia após a ressurreição,
antes de partir disse: “... e eis que
estou convosco todos os dias até o fim dos
tempos. “Salem aleikum” a paz seja
convosco.
É Natal...
Assim como em cada anoitecer, vemos o
deslumbrante nascer das estrelas
iluminando a noite e a cada alvorecer o
nascer do sol, presenteando-nos com um
novo dia. Desejo que a cada natal, você
possa ver, sentir, redescobrir com o
nascer da Grande Luz.
E que em cada coração ressuscite o sorriso
de humildade, de perseverança, de fé, de
amor, daquele rei menino, nascido há 2006
anos na simplicidade de uma manjedoura.
Sandra
25/12/06
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