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Sandra M. Julio
Sob a diáfana clareza de místicos amanhãs,
empíricos e analíticos, seguem pensamentos...
Caminham por horizontes, na abstração do
tempo, concêntricos na própria alma do
universo, entre o logos(razão) e o nóos(inteligência).
Encontro-me no infinito de cada finito, alma
ponderada entre Maya e Atman justapondo à
filosofia cósmica a experiência própria,
consciente que, saber é ser.
Então, no profundo silêncio da luz, ouço a
sinfonia das estrelas e nela o sopro do
Criador.
Neste instante encontro a certeza de que só
existo, quando deixo de existir... Sou, quando
deixo de ser...
Nesta consciência telúrica morro, para que Ele
viva em mim.
É quando a tudo possuo, sem nada a me
possuir.
Encontro-me Benjamim, filha preferida,
escravocrata d'uma liberdade universal, onde
vigora a perfeita aliança, o Éden da primitiva
subconsciência.
Assim ausculto minh'alma buscando Deus em mim
e a mim em Deus.
Sandra
08/10/07
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