No ínfimo espaço entre a realidade e o sonho,
degusto o mistério do teu amor...
Em teus braços valseio entre estrelas, colhendo
o néctar dos devaneios que brincam na
potencialidade das horas escondidas ou, quem
sabe, esquecidas em longínquos luares.
Teu sorriso acaricia minh’alma, quando teus
abraços pousam no recôndito de vidas que vivi
para somente a ti amar.
Despem-se preces na plenitude deste amor, anjos
se fazem melodias embalando momentos em que
noss'alma se fez ponte para o encontro de mais
um beijo que, insano vagueia pelas noites dos
teus lábios...
Sabe...
Quando vejo refletida minha solidão nos olhos da
lua, é porque a saudade não
entende distâncias separando vidas, então luares
se fazem lágrimas, orvalhando as insones
madrugadas onde teus desejos sussurram nos
lábios do tempo... reencontro.
Porém, no instante em que o silêncio das
palavras se fizer entender em nossos corações,
os desígnios desvirginarão o tempo, e o
intraduzível romperá todas as barreiras, para
que este amor sem pecados germine no útero do
universo.
Na contradição de andarilhas horas, mudaremos
nosso cenário, para que tuas mãos possam despir
a paisagem do meu corpo desalinhando desejos.
Então... Dar-me-ei como oferenda ao horizonte de
cada pensamento, e de tuas asas farei,
incondicionalmente, abrigo.
Sandra
30/04/06