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Sandra M. Julio
Então...
Ciente da traição chamou os discípulos à
mesa, antes porém lava-lhes, com humildade,
os pés mostrando que, “não está o servo a
cima de seu senhor, nem o enviado acima de
quem o enviou.”
Dividindo o pão abençoou dizendo: “Este é o
meu corpo oferecido por vós, fazei isto em
memória de mim”, a seguir tomou o cálice e
tendo dado graças disse aos discípulos ”Este
é o cálice da nova aliança, no meu sangue
derramado em favor de vós”. Mostrando-se
sabedor da traição saiu para o monte das
oliveiras, onde a só com o Pai, rogou força
e fé para o exemplo maior que estaria por
vir.
Difícil imaginar a magnitude do amor
presente nesta última ceia, quando seus
melhores amigos e seu traidor, juntos ocupam
o mesmo espaço e predileção...
Perdão e Amor ensinado, exemplificado, à
nossa essência divina adormecida em nossa
alma, ou quem sabe crucificada no atropelo
de cada dia.
Detenho-me neste Crístico Amor, o qual
devemos entender, absorver e vivenciar, para
que possamos ser dignos de ser chamados
filhos do Altíssimo.
Não vejo a dor física como exemplo e sim
como opção do grande Mestre que, ao terceiro
dia ressurgiu em luz e está a direita do
Pai, fazendo-nos também renascer a cada dia,
oferecendo-nos fé e força, para trilharmos
nosso caminho, na luz do Amor.
Sandra
21/03/08
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