O silêncio enxuga rimas perdidas
no pranteio das horas,
Quando a saudade e a tua
ausência caminham por meu olhar.
Tua falta espraia pelo ondear da
imaginação,
Dispondo em conchas palavras que
nunca disseste.
Então... A grafite emudece em
minhas mãos
Rasurando a solidão...
Ouço dos lábios da madrugada um
adeus.
É o mesmo, impresso em teu
orgulho e em minhas lágrimas
Que, sobre o imenso vazio do
sentir, transborda seixos de
abandono.
Assim, caminho pelos meus
precipícios e labirintos,
Fazendo de cada horizonte, ponte
para as preces e os sonhos
De cada alvorecer.
Sandra
01/11/11