Diga-me o que preciso ouvir...
Conte-me do teu amor, teus sonhos,
Da saudade, do ontem, do amanhã.
Me conta tua história, ouve a
minha...
Rima realidade com fantasia, depois
Desbrava minh’alma com ternura.
Adormece num doce abraço, a
saudade...
Beija os lábios da solidão,
deflorando a distância,
Acarinha olhares, ofertando-me tua
alma.
Procura em mim tuas lágrimas e
alegrias
Cerzindo a órfã cumplicidade deste
amor,
Enquanto o coração, tolo, deixa-se
despir...
Rabisca em meu destino, teu nome.
Cicatriza a dor dos meus versos,
Alforria o pejo que em meu peito
arqueja.
Desabrocha em mim todas as
primaveras,
Florindo tua estrada com os matizes
deste amor,
Engravidando de felicidade nosso
destino.
Somos náufragos desta vida...
Trazemos na alma as marcas de cada
dia,
Responsabilidades anoitecendo
realidade...
Então, entre maremotos de esperança
E furacões de sonhos, encontra-me...
Na coerente incoerência do que sou.