Mansas ondas beijam versos, desejos,
pecados...
Rubra fragrância ressuscitando dias
passados,
Perdidos no jardim do tempo,
acariciando dúvidas
Repousadas entre versos,
inquietantes respostas.
O último abraço desalinha madrugada
florindo saudade,
Hoje, enquadrada na letargia do
silêncio, triste realidade
Transcrevendo poemas sangrando
verdades sem definição,
Incrustada no sensual mutismo
desta tresloucada aflição.
Ao mar, entregarei descalças
lágrimas, andarilhas primaveras
Enclausuradas na solidão dos meus
dias a espraiar trevas,
Lembranças pintadas em preto e
branco, aquarela hostil
Delineando os tristes tons da vida,
passarela fútil, inútil...
Sandra
23/09/2010