Em minhas mãos, apenas a solidão abraça
o vazio da emoção...
Insana boca, embriagada pela heresia,
tola, a realidade
Boceja nefastos versos de uma teatral
fantasia, demente
Ao vozerio da ilusão, desnudo enigma
desabrochando
Inferno, no pulsar de horas úmidas pelo
enxofre do ódio.
Seixos e abismos se fazem trilhas entre
rastros de renúncia.
Emudecida, alma cala silêncios, em
poentes de lágrimas.
Apenas um gesto, nômade, repousa nos
escombros d’alma,
Naufrago, entre nevoeiros de razão.
Sandra
24/02/10