Sandra M.
Julio
No vazio do
teu abraço, uma lânguida saudade tece confissões.
O silêncio
transpira ocultos sonhos, desfolhados pelo tempo
Numa inócua
tentativa de apaziguar a sede dos meus olhos
Quando sem
bússola, vagam pelo inusitado caminho da ausência.
Desordenando
meus sentidos teu perfume desperta manhãs,
Sepulta a
noite, o silêncio, fantasias e estrelas.
Bordam, em
tons de carência, os sonhos que só a ti pertencem
Na singular
essência, latejante em minh’alma maltrapilha.
Então...
Abrigo-me nas senhas do esquecimento
A copular na
liberdade dos mais secretos sentimentos.
E, na orgia
de tanta indiferença, agasalho sombras, lembranças
Impunes, a
se multiplicarem no espasmo órfão deste amor...