Não permita que as estrelas da minh’alma
se apaguem...
Em sua luz, guardam meus segredos e
medos.
Quando a saudade inquieta a lembrança do
teu olhar,
E tuas digitais envolvem devaneios e
desatinos,
São elas, que enxugam as lágrimas do meu
coração.
Não permita que as estrelas da minh’alma
se apaguem...
Ainda não conheço das tuas carícias, as
delícias.
Nem o sussurro dos beijos que calam
profanas súplicas,
Derramadas em languidos e aconchegantes
olhares...
Atraindo a fragrância silenciosa do
desejo, que almejo.
Não permita que as estrelas da minh’alma
se apaguem...
Aceita os angelicais pecados, gênese das
minhas mãos.
Bebe das minhas palavras além do tremor
do silêncio,
Do sabor do impossível, a musicalidade
da imaginação,
Num pranteio das horas que com calma
debruço em tu'alma.
Não permita que as estrelas da minh’alma
se apaguem...
Acende a curvatura deste sonho,
premeditando em crescentes luas,
Tuas, minhas fantasias... Hoje
assentadas com desvelo em tasselos,
Moldando e gerando pensamentos nos
recônditos, onde habitam
Vazias fantasias que, sem pudor,
seguem o descompasso deste amor.
Não permita que as estrelas da minh’alma
se apaguem...
Delas alimentam-se também teus
pensamentos e sentimentos,
Juntos, podemos questionar,
equacionar e solucionar dificuldades.
No monocórdio afinaremos coração,
emoção e fé,
Compondo as melodias de nossa vida,
em cada um de nossos dias.
Sandra
15/12/09