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Não permita que as estrelas 
da minh'alma se apaguem...

 

 

Sandra M. Julio
 
 

Não permita que as estrelas da minh’alma se apaguem...

Em sua luz, guardam meus segredos e medos.

Quando a saudade inquieta a lembrança do teu olhar,

E tuas digitais envolvem devaneios e desatinos,

São elas, que enxugam as lágrimas do meu coração.

 

Não permita que as estrelas da minh’alma se apaguem...

Ainda não conheço das tuas carícias, as delícias.

Nem o sussurro dos beijos que calam profanas súplicas,

Derramadas em languidos e aconchegantes olhares...

Atraindo a fragrância silenciosa do desejo, que almejo.

 

Não permita que as estrelas da minh’alma se apaguem...

Aceita os angelicais pecados, gênese das minhas mãos.

Bebe das minhas palavras além do tremor do silêncio,

Do sabor do impossível, a musicalidade da imaginação,

Num pranteio das horas que com calma debruço em tu'alma.

 

Não permita que as estrelas da minh’alma se apaguem...

Acende a curvatura deste sonho, premeditando em crescentes luas,

Tuas, minhas fantasias... Hoje assentadas com desvelo em tasselos,

Moldando e gerando pensamentos nos recônditos, onde habitam

Vazias fantasias que, sem pudor, seguem o descompasso deste amor.

 

Não permita que as estrelas da minh’alma se apaguem...

Delas alimentam-se também teus pensamentos e sentimentos,

Juntos, podemos questionar, equacionar e solucionar dificuldades.

No monocórdio afinaremos coração, emoção e fé,

Compondo as melodias de nossa vida, em cada um de nossos dias.

 

Sandra

15/12/09


 

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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:
T1978236

 

 

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Publicado: 24.11.2004  Última atualização:  18.12.2009  

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