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Sandra M. Julio
Em horizontes, vejo o monótono refletir de
sonhos...
Como cristal transparente tragando lágrimas
Esquecidas nas entranhas de um fatigado
silêncio
Crepitante, nesta eterna saudade.
Luas adormecem na simbologia das horas...
Entre vagas de solidão e arpejos de abandono
Encontro-me num esboço de esperança,
Desatando as algemas da descrença.
Assim, como grãos ressurgindo no equinócio
de primavera
Maculando a letargia do tempo,
Simulacros
d’uma
antiga fantasia
Entorpecem versos, numa transcendente
quimera.
Exaurida, abdico e adormeço a realidade...
Encarcero minh’alma
em grutas de redenção.
Compactuo com o impossível...
Entregando-me à sempre generosa ilusão.
Sandra
17/01/07
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:T537255
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