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Sandra M.
Julio
Na imperceptível
lágrima das sombras,
Desatinados pensamentos navegam
Pelas profundezas do meu ser.
Dizem-me eles de ternura e espera...
Da fera que luz em meus olhos,
Desespero e esmero .
Ampara-me o silêncio e o aconchego das horas
Vazias, inertes...
Pulsantes no bocejo das noites.
Assim, no luto dos meus olhares
A vigília e os prazeres se fazem luta,
Sob uma aureola de dores.
Do pecado, como a maçã,
Bebo da febre-terçã...
Silencio o precipício da calma...
Afogo a alma em tempestades,
Em incoerentes saudades...
Na autenticidade da realidade.
Sandra
29/12/07
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:
T1656501
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