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Sandra M. Julio
Tua ausência aquieta alvoroçados vocábulos,
Quando o lento palmilhar da saudade,
Ecoa na solidão dos meus sonhos
Chamando-te num murmúrio à distância...
Calam-se sóis e luas, ante a dor que a ti
Pronuncia, em meu olhar...
Entre estrelas repousa minh’alma...
Assim aportas a inquietude dos meus lábios,
Adentrando carentes desatinos,
Conheces os tolos soluços das minhas
palavras,
Brincas com a razão e as certezas,
Alvoroçando o inquieto repouso dos meus
versos.
Então, perco-me no tempo de esquecê-lo...
Continuas chama acesa neste tolo coração.
Os ponteiros da lembrança despertam tocando
teu nome
Em cada alvorada, quando teu rosto no
infinito
Se faz eternidade para sonhos e devaneios,
Que nunca se escreverão.
Sandra
21/07/07
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:T
1656511
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