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Sandra M. Julio
Como águia, mergulho penhascos, distantes mares, Onde a ilusão se faz ondas, chorando espumas, perdidos sonhos... Em meus olhos, realidade arde tantos ais, soltos pares, distantes ares, A solidão inunda horizontes, onde crescente lua, desperta devaneios. Perdido pássaro em essências, quem sabe, vãs... Voando, desafiando o teu, tão meu estio, ermitão... Espio entre as treitas do futuro, amanhãs Que, pela teimosia d’alma, jamais chegarão. Sigo meu vôo errante, ouvindo da vida, o sopro. Da morte, o grito ecoando pelo infinito. A saudade, de todo um tempo, perdido. Águia solitária, errante pássaro, que como eu, chorou... Fundindo-se à dor, gemeu, rezou, perdidamente amou, E, como a folha de um livro triste, alma finada, voou. Sandra 10/10/07
Direitos reservados e registrados. Editado no Recanto das Letras Código do texto:T1656514
Copyright © 2005,Estrelas Luzindo Saudade...Todos os direitos reservados. Publicado: 24.11.2004 Última atualização: 20.10.2009 Webdesigner: Sonia Orsiolli