Entre o mar e as estrelas, navega minh’alma...
Sob carícias do universo, flutuam sonhos...
Sobre o sal, marolas de solidão e realidade.
Emoções brincam na habilidade das horas...
Desabrochando na orquestra do universo,
saudade.
Sorrateiro o luar clareia esquecidos
recônditos,
Iluminando ocultos segredos, trancafiados,
esquecidos
Na masmorra de antigos pesadelos.
Assim, em balsas de luar, ao som de
fragrâncias,
Segue incerto meu olhar... Doce ilusão.
É quando escurecem domínios e sensatez...
Vendavais arrebatam rimas, aliciando
inquietudes.
Entre os vândalos abraços da noite,
desnuda-se o luar,
Calando insones desejos, estilhaçando sonhos
e devaneios
Magistralmente colocados, com açoite, em meu
olhar.
Real é o eclipse, deste inextinguível amor.
Sandra