Sandra M. Julio
Equilibrista da solidão, sigo pela
avenida,
Algemada em carnavais de ilusões...
Entre esquálidas visões,
encontro-me assim
Chinfrim, irreverente, descalçando
verdades,
Extasiando realidades...
Meus olhos aportam esperas
Desfolhando suspiros, saudade e lágrimas.
Debruçada em torpes pensamentos,
Segue como porta bandeira, a saudade...
Vai, escrevendo minha história, em verbos
Esquecidos no conjugar das horas.
Na alegoria dos afetos, minh’alma despe
segredos.
Assim, desgarrada de mim, sigo teus
ecos...
Nesta dissonante incompreensão fragmento
tensas lágrimas,
Aquelas que meu coração, ajoelhado a
rezar...
Não conseguiu chorar.
Então, sigo da vida volatim...
Dos sonhos Arlequim.
Sandra
27/02/06
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto: T1647190