Sandra M. Julio
Saudade... És
o meu
bem.
Habitas
meu
peito,
em
recifes
de
sonhos,
Pranteando
em
ondas
um
desdenhado
adeus...
Meu
olhar se perde
em
brancos
lenços
de
partida,
Perenes,
no
cais
de minh’alma...
Nesta
busca
insana
é a ti
que
encontro,
companheira.
Cobrindo o
horizonte
de
outonais
esperas,
Singro
como
folhas
de
ilusão
Pelo
remanso
das
horas
perdidas,
Esquecidas,
em
vívidos
devaneios.
A
nostalgia
do
silêncio
é o
eco
da tua
voz,
Hino,
soçobrando
dor.
Pássaro
pousado
em
antigas
fragrâncias,
Cúmplice,
beijando os
lábios
da
esperança.
No
fremir da
realidade,
A
cada
despertar
desalinham-se
emoções,
lembranças.
Assim...
na
introspecção da
vigília,
Aconchego-me à
cumplicidade
do
teu
perfume,
Bendizendo-te...
Abrigo.