Sábio
tempo, apaziguador das dores e dissabores,
Caminha
lépido ou lento no
dorso do vento,
Agasalhando, acolhendo
desfeitos amores...
Perscrutando n’alma,
o intento.
Enruga
idéias e ideais...
Cala-se
ante meus ais.
Depois
segue perfumando
flores
Colorindo de
amor, olhares...
Sábio
tempo, desdenha realidade e saudade,
Inspirando
poetas e seus versos
Em
penas de magnitude e simplicidade,
Postergando a
dor, renascendo desejos.
Nele, o
uno e o verso se fazem universo,
Palmilhando
almas em reverso...
Cicatrizando a
dor e o dissabor
Das
tristes histórias de amor...
Sandra
24/05/06