Sandra M. Julio
Suscitando sonhos, num ínfimo espaço entre
passado e futuro,
Encontro-me diante das pedras do
cotidiano...
Observando o castelo que construí no tear do
tempo.
Nele, tantas fantasias, realidades,
promessas...
Cômodos repletos d’uma empoeirada saudade,
Guardada em recônditos de ilusão.
Comorientes sonhos em tumbas vazias
Acordam indespertas realidades...
Entre papeis e papiros uma velha estante
Guarda meus diálogos com as estrelas
E, uma antiga foto, no colo de meu Pai.
A incredulidade e os medos passeiam
distantes,
Só a magia doura tal castelo...
Sou ele, cinderela, ponte e fonte, espelho
d’uma vida.