Ao poeta, reivindico as lembranças
Contidas nos cetíneos lençóis do
tempo...
O renascer de perdidas esperanças
Refreadas em lágrimas soltas ao vento.
Quando te percebo em mim, sobra-me
ternura...
E num desatino de objetividade,
A realidade chora tua ausência,
E nesta carência me faço loucura.
Em meu coração teu nome transborda
Preces, e meus lábios,
Em teus lábios fantasia o beijo e o
desejo
Com o qual minha Coralina acorda.
Assim, busco-te no sono...
E no sonho encontro-te oceano onde
navega meu coração,
Nesta misticidade uno o fio das nossas
existências na emoção
D’um crepúsculo, chamado saudade.
Sandra
02/01/06