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Quando a noite desce o véu da solidão,
Minha saudade a ti regressa...
Dispo-me então dos segredos e da emoção,
Desabrigando sonhos.
Vestem-se de súplicas os desejos...
Lágrimas marejam sem pressa.
No desatino das horas, sussurro tua falta,
É quando, rituais de nostalgia se fazem
pauta.
À revelia, alforriam-se os pensamentos
Estilhaçando o cristal da alma.
Imperativa, a saudade açoita esses
momentos...
A fragrância do teu sorriso alicia a
felicidade,
Brincando hoje uma distante realidade.
Aos ditames do tempo, por ti, eu peço.
Para que se cumpram promessas d’uma antiga
era.
Na conjectura do regresso...
Paciente ao meu lado nosso vinho se faz
espera.
Nua, minh’alma degusta o rubro sabor da
saudade,
Em taças de desejos, onde deixo minhas
digitais cravadas,
Arraigadas...
Para que não se percam num intervalo
qualquer do tempo.
Descalço os meus passos e sigo o vento...
Bebericando dos teus lábios o silêncio.
Sandra
02/07/05
Direitos reservados e registrados.
Editado no Recanto das Letras
Código do texto:T1554763
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