Vem... Acalenta meu sonho.
Inadvertidamente embriaga-me com teus versos,
A sós... Em silenciosos murmúrios
Acarinha este confrangido coração.
Trilha comigo imaginados cenários...
Pede aos colibris e canários que entoem nossas
canções,
E a brisa, que traga um perfume de primavera.
Indica novos rumos, abrevia a saudade...
Faz-se liberdade.
Não entregue ao displicente cotidiano nossas
rédeas,
Pois, em órfãs vagas deságua minha solidão.
Desperta... O silabar profano da emoção.
Desata desejos, que descalços caminham antigos
sonhos...
Exila num deserto do tempo, os invernos d’alma,
Alimenta o carinho adiado e faz do meu amor
aliado.
Despe confissões no único horizonte possível
Para que se consumam os mistérios,
No amor que se pronuncia sem critérios sob o
manto da noite.
Cobre a vigília de pensamentos e anseios
Que flagraram segredos debruçados no arco-íris
do teu nome.